guarda_chuvaParece mesmo que a vida nos prega uma peça, foi com esse pensamento que saí ontem do trabalho. Primeiro porque durante 15 dias consecutivos (pelo menos que eu me lembre, mas tenho impressão de que tenha sido, até então, o verão inteiro) andei com o guarda-chuva a tiracolo fazendo peso da minha bolsa que eu insisto em carregar somente de um lado, mesmo sabendo que tenho que intercalar os ombros para que nada fique dolorido.

Pois bem, no único dia que resolvo ‘’esquecer’’ o guarda, chove bem próximo do horário que estou perto de sair do trabalho. Ai ai. Pensamento positivo, vamos lá.

E  não é que o pensamento positivo adiantou? Saí às 18:00h sem um pingo de chuva na cabeça. UEBA!!! Mas minha felicidade durou pouco… durou até chegar ao metrô e ver aquela fila quilométrica só para passar na catraca.

Faz anos que eu não pego condução bem no horário de pico e me arrependi profundamente dessa decisão, ficaria mais alguns anos sem passar por isso, sem nenhum problema.

Então, foi assim: metrô cheíssimo, baldiação cheíssima que tive que esperar passar 3 metrôs para conseguir entrar em  um.

Chegando aonde eu queria percebi que estava chovendo de novo, fala sério, né? Mas acho que a culpa foi minha,  pois se eu não tivesse pensado o caminho todo em como eu tinha sido infeliz em estar na rua aquele horário, se eu tivesse com o pensamento positivo, a chuva não teria ressurgido.

Mas vamos lá: ainda tenho mais um ônibus cheíssimo para pegar. Uau, foi horrível, aquele empurra-empurra, aquele calor, aquelas janelas  fechadas porque abertas iam espirrar  água, deus meu, que ninguém solte um pum, ou será o fim da linha.

Eu estava tão cansada, tão calorenta que na verdade, só queria mesmo que a chuva estivesse caindo quando eu descesse do ônibus. É sério, ou eu me refrescava ou desmaiava.

Será que depois de rejeitar tanto a chuva, ela seria boazinha e me daria um banho grátis? Será, será?

E finalmente depois de tanto sofrimento desencadeado pelo coletivo, eu pude sim sentir a chuva. Ela não estava forte nem fraca, estava na medida certa. E com aquela refrescância, eu quase pude esquecer dos traumas anteriores.


galeria_fg_transporte_lotacao1



P.S.: a palavra coletivo me faz lembrar uma música da banda Raimundos (que eu gosto mais do som do que das letras), mas eu não vou colocá-la aqui porque é bem indescente.